2015/02/02

X, Y, Z

fluorescent adolescent | via Tumblr

No quinto ano fiz um gupo de três amigas com quem passei os dois anos em que estive naquela escola. Chamemos-lhes a x, a y, e a z. Eu e a T éramos mais próximas da x do que das outras duas, mas éramos uma espécie de grupinho, andávamos, ríamos e ouvíamos músicas da Miley Cyrus juntas nos intervalos. 

No entanto, chegámos ao sétimo ano, e eu e a T mudámos para a escola onde andamos agora, e elas ficaram no mesmo sítio. Fomos perdendo o contacto e crescendo afastadas e de formas diferentes, mas elas continuaram juntas e foram-se tornando mais próximas. Até ao final do nono ano, a nossa relação com elas era de mandar os parabéns nos aniversários e cumprimentar se as víssemos na rua.
Elas mudaram-se para a nossa escola no princípio do décimo ano. Foi assim que eu conheci o N. Ele entrou para a minha turma,e no primeiro dia de aulas, eu já sabia que um daqueles rapazes era o namorado da y. Entretanto, voltámos a aproximar-nos, nós as cinco, íamos almoçar de vez em quando, falávamos e convidávamo-nos umas às outras para os jantares de anos. Durante esse tempo, delas as três, com quem eu me dava mais era precisamente a y, eu gostava dela, ríamo-nos das mesmas piadas...

O que aconteceu neste período de tempo não adianta grande coisa, mas o que há a salientar é: a) o N e a y tinham uma relação visivelmente disfuncional, ele era louco por ela mas o contrário não se verificava; b) o N é um parvalhão, não sou capaz de o negar nem mesmo gostando dele; c) algures por esta altura devo ter começado a gostar dele, mas eles andavam e eu não ia fazer nada, tanto que ele nunca soube.

Eles acabaram  uns meses antes das férias de verão do ano passado. Isso partiu-lhe o coração, ele ficou de rastos. Quando isto aconteceu eu já o tinha tirado a cabeça, não completamente, mas no sentido se saber que nunca teria nada com ele, que já não queria que isso acontecesse. Estava bem.
Nos finais de outubro começou a história toda da qual já vos contei quase tudo aqui. Ele gostava de mim, disse-me, beijou-me, veio-me levar a casa e no meio destas coisas todas, começámos a namorar. Namoro esse que durou cinco dias (um dia destes explico-vos porquê). A questão é que a z, que é a melhor amiga do N, soube disto logo de início porque ele lhe ia contando as coisas à medida que iam acontecendo.

Agora eu e ele estamos afastados, a y finge que não me conhece, a x finge que é cega e a z, coitada, fala comigo o melhor que pode e eu faço o mesmo. Tudo isto é tão estranho que eu às vezes me rio sozinha. Não que não estivesse à espera disto quando esta confusão toda começou, mas é que às vezes lembro-me de cinco raparigas pequenas que andavam juntas pelo recreio, a ouvir músicas da Miley Cyrus, sem perceber nada de beijos, nem de namorados nem do mundo, e fico sem saber o que lhes aconteceu, como é que dali chegámos a esta confusão sem ninguém dar por nada...

3 comentários:

  1. Que confusão, mas a vida dá tanta volta :)

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  2. Que confusão de história. Tens que tentar resolver tudo, não vale a pena estarem assim chateadas por um rapaz.

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  3. Foram crescendo e a adolescência é uma montanha-russa de sentimentos. Tenho a certeza que daqui a uns anos todas se vão rir disso e voltarão a dar-se bem querida * força

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