Ontem fui ao psicólogo. Na quarta-feira à noite não conseguia adormecer e tomei uns quatro comprimidos que encontrei na minha mala. Resultado: na quinta de manhã mal conseguia acordar, doía-me a cabeça e o corpo, quanto mais pensar em levantar-me. Mas levantei-me e fui às aulas.
À noite quando chegeui a casa, a minha mãe disse-me que me tinha marcado consulta num psicólogo para sexta-feira.
Por isso, ontem fui ao psicólogo. Não gostei. No que depender de mim não volto a pôr lá os pés. O homem não era antipático nem nada, mas senti que estava ali a perder tempo. De cada vez que ele falava, só me apetecia levantar-me e gritar «MAS NÃO É NADA DISSO». E como devem calcular, é do mais frustrante estar a responder a perguntas pessoais e quem nos está a fazê-las não acreditar nas nossas respostas. Por exemplo, perguntou-me sobre o meu último namorado e eu falei do N, sem entrar em pormenores. Ele pergunta-me: arrependes-te dessa relação? E eu respondo que não, nem de ter começado, nem de ter acabado. E ele não acredita em mim. Olha para mim e fala comigo como se eu não tivesse passado já horas e horas a pensar sobre o que sinto e a pensar sobre o que penso. Como se eu não me conhecesse melhor do que ele a mim. Conheço. E não gosto de ser tratada assim.
Honestamente, saí de lá com a sensação que sou demasiado inteligente para aquilo, por mais pretensioso que isso possa parecer.
Os psicólogos têm uma grande capacidade de observação e é por isso que , muitas vezes, duvidam de nós.
ResponderEliminarÉ bom falar com alguém que não nos conhece. Devias lá voltar!
ResponderEliminaré sempre bom ter um psicólogo que nos ajude, no entanto as nossas melhores psicólogas somos nós mesmas, nunca te esqueças!
ResponderEliminarbeijinhos e muita força
Eu ando numa psicóloga e demorei um ano e tal para falar mesmo tudo o que sinto e me sentir bem lá e acredita que ela me deu várias provas de confiança. Acho que devias voltar lá mas tu é que sabes...
ResponderEliminarEu acho que o objectivo dos psicólogos é mesmo esse: irritarem tanto os pacientes que estes saiam de lá a pensar que não precisam daquilo para nada e que conseguem ficar bem por si mesmos.
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