2014/11/22

Agosto

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Ele pega-me na mão, enrola-me o cabelo e eu rio-me. Atira-me para dentro da água fria da piscina, eu saio, descalça, gelada, a gritar com uma fúria fingida na voz. Levanto a mão, para lhe bater, mas ele agarra-me e beija-me ao de leve. Deita-se ao meu lado, na relva, o sol a aparecer por entre as folhas das árvores, e diz-me baixinho, por entre gargalhadas, que sou a «bailarina mais croma que alguma vez conheceu».
É tão fácil, porque não é amor. Eu não o amo, e ele não me ama. Somos diferentes. 
Ele acende um cigarro e atira o fumo para longe. Eu sei que tudo acaba, mas não penso nisso. 
Não penso em quase nada. Que saudades da leveza do verão.

3 comentários:

  1. Podes crer.
    R: Espero que não te voltes a sentir assim...

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  2. imaginei cada momento, que lindos! o verão tem destas coisas... é tudo mais relaxado, não há pressas, não há confusões, só a vontade de viver o presente! :)

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